OSVALDO BISPO DOS SANTOS
Por: EUNICE CASTRO
Osvaldo Bispo dos Santos ou Mestre Vado, para os íntimos, nasceu na região do Rio Salsa, afluente do Rio Pardo, zona rural de Canavieiras, no dia 16 de setembro de 1942. Mestre Vado, é filho de Cláudio dos Santos e Maria D’ajuda Bispo, que tiveram 9 filhos.
Ainda menino, veio morar na cidade, juntamente com sua família, indo morar na Rua Edmundo Lopes de Castro, antiga Rua da Aviação. Depois a família mudou para uma casa na Rua Pedro Santos, antiga Rua do Cajueiro. Em
seguida, a família foi morar na Rua do São Francisco.
Nesse meio termo, Mestre Vado, foi estudar no Grupo Escolar 15 de
Outubro, ainda no prédio antigo que tinha na Rua 13 de Maio, próximo à Igreja
Presbiteriana, sendo um dos alunos pioneiros do novo prédio do 15 de Outubro,
na Av. Rio Branco (o prédio antigo da Rua 13, foi demolido na metade do Século
XX). Mestre Vado lembra, com carinho, da professora Rita Braga, que o ensinou
“as primeiras letras“.
Mestre Vado teve uma infância feliz, apesar da dificuldade financeira da sua
família. Na juventude, fez parte do Grupo de Escoteiro São Jorge, quando a sede
funcionava no Beco do Progresso, também chamado de Beco do Fuxico. Depois
os escoteiros adquiriram uma nova sede, na Rua Rui Barbosa, antiga Rua do
Mangue, sob o comandado de Sebastião de Deus, o Mestre Tião do Trombone.
Foi aí que o jovem Vado, descobriu a riqueza e a beleza da música, indo
fazer parte da Filarmônica 2 de Janeiro, sendo aluno do maestro Boaventura
Veloso, conhecido como Mestre Boinha Coqueiro.
Mas o jovem m´suco e escoteiro, precisava trabalhar, ajudar a família. Foi, então,
aprender a arte da construção civil, se tornando um “pedreiro de mão chei o”,
graças aos ensinamentos do Mestre Ioiô, um pedreiro do tempo antigo de
Canavieiras.
Agora com uma profissão, o jovem Vado se casou com Irone Lira, no ano
de 1969, com quem teve 11 filhos.
Décadas depois, Osvaldo Bispo dos Santos, ganhou por parte dos seus
amigos e fâs, a honraria de Mestre...Mestre Vado, Metre Pedreiro, Mestre
Músico. Hoje, dos altos dos seus 82 anos de vida, bem vividos, leva a vida a
jogar dominó, dama, carteados, palavras cruzadas, caminhadas matinais... e
claro, tocando o seu bombo, inconfundível, na Filarmônica 2 de Janeiro.
As andanças musicais do Mestre Vado, não se limitam, somente, à
Filarmônica. Sua presença, sempre cativante, era constante nas charangas do
Mestre China e de Almir Santos (proprietário do Bar Fonte Nova, que existiu na
esquina do Colégio Osmário Batista). Mestre Vado, também, fez algumas
apresentações na extinta banda Grupo Musical Agulhas Negras, de Ranulfo
Ferreira, no período carnavalesco.
Assim é a vida de Osvaldo Bispo dos Santos, o Mestre Vado, um ser
humano raro, um artista que merece desfilar na passarela de uma das maiores
festas tradicionais de Canavieiras, o Cultural de Canavieiras.