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Sociedade Filarmônica Grupo Musical 2 de Janeiro

por Eunice Castro

GRUPO MUSICAL DOIS DE JANEIRO por Eunice Castro

         Músicos da extinta Sociedade Filarmônica 25 de Maio- a Médeia- sentindo que era preciso e possível criar uma nova sociedade filarmônica, reuniram-se na escolinha da professora Virgilia Copelo na Av. Dr. J.J. Seabra, hoje Av. ACM e começaram a se organizar. Foram os primeiros passos para a criação do Grupo Musical Dois de Janeiro. Sua fundação ocorreu oficialmente no dia 2 de janeiro de 1930, numa casa que ficava entre a Av. Dr. J.J. Seabra e rua São Francisco (no atual beco da Maré Mansa) que pertencia a Joaquim Ribeiro e onde funcionava a torrefação de café Flávio Souza.

Os fundadores do Grupo foram também os primeiros músicos com exceção de Flavio Souza que estava ausente no dia da fundação. João Lourenço Ferreira, mais conhecido por João Panã, nasceu em Canavieiras no dia 10 de agosto de 1905. Era filho de Antônio Manuel Ferreira e Maria Madalena Ferreira. Conviveu, por muitos anos, com sua fiel companheira, Alzira Lucas de Souza Ferreira com quem teve seis filhos: Antônio, Ana Maria, João Carlos, José Joaquim, Maria de Fátima e Jorge.

Desde cedo, João Panã apresentou grande interesse pela música, sendo um dos fundadores da filarmônica 2 de Janeiro de Canavieiras, em 1930. Além de fundador foi maestro e professor de música. Em 1934, recebeu a batuta de prata, um presente do Clube das Adeptas da Filarmônica 2 de Janeiro formado por moças da sociedade canavieirense como, Antígones Santos (Santinha) e Maria Cháchá (Maricas). Essas moças arrecadavam dinheiro para promover as festinhas beneficentes em pró da Filarmônica. Ainda hoje, a batuta de prata é guardada pelos familiares de João Panã.

Além da vida musical na filarmônica 2 de Janeiro, João Panã também foi músico das Filarmônica Lyra do Comércio e 25 de Maio (Medeia) ambas de Canavieiras. Também foi músico das Filarmônicas Lyra Popular de Belmonte e Policia Militar (Salvador), além de tocar em conjuntos e orquestras da nossa região e Salvador.

Além de músico por vocação, João Panã era pedreiro, sendo mestre de obras nas construções dos Colégio Osmário Batista e 15 de Outubro. Foi auxiliar de engenharia da prefeitura de Canavieiras, indo morar em Itabuna, em busca de melhores oportunidades de emprego. No dia 10 de junho de 1983, veio a falecer. Seu sepultamento ocorreu no dia seguinte em Canavieiras, com grande acompanhamento público de Canavieiras, ao som de marchas fúnebres da Filarmônica 2 de Janeiro.

Fontes: Eunice Castro (janeiro de 2005) referências Jornal Tabu (Ago/1979 e Jul/1983).

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